Polícia apreende armas de PMs que participaram de operação com 9 mortes na Maré

quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perícia pode confirmar autores dos disparos que acertaram as vítimas O delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, ouviu nesta quarta-feira (26) os policiais militares que participaram da ação comandada pelo Bope que terminou com nove mortos no Complexo da Maré, entre a noite de segunda-feira (24) e a manhã de terça (25). De acordo com a assessoria da Polícia Civil, as armas dos PMs foram recolhidas e encaminhadas para perícia. Será realizado um exame de confronto balístico para saber se as vítimas fatais foram atingidas por policiais ou criminosos. Entre os mortos na ação da Maré estão o sargento do Bope Ednelson Jerônimo dos Santos, de 42 anos, e ao menos um morador, identificado como Eraldo Santos. Cinco são criminosos e outros dois ainda não haviam sido identificados até a manhã desta quarta-feira. O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que as denúncias sobre a postura truculenta da polícia durante a ação no conjunto de favelas será apurada. Em entrevista à Rádio CBN, Beltrame admitiu que a região da Maré ainda sofre com domínio de criminosos e que, por isso, a polícia acaba obrigada a agir de forma mais contundente. — A lógica da polícia não é de guerra. Mas quando você tem um local com essa complexidade, isso infelizmente acontece. Lógico que não há justificativa para morte de inocente e nem para a morte do sargento do Bope. Mas infelizmente a área da Maré ainda sofre com isso, assim como outras comunidades, como Antares e Coreia [zona oeste], por exemplo. Mas independentemente de qualquer coisa, possíveis excessos por parte dos policiais serão apurados. O secretário confirmou que a ocupação do Complexo da Maré pelas forças policiais está muito próxima. De acordo com ele, o planejamento já foi traçado e finalizado. — Está tudo pronto. A ocupação da Maré está muito próxima. Vamos agir com o critério que sempre agimos para a instalação de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Temos eventos importantes no Rio e vamos continuar aquilo que foi planejado. Já temos contato com as pessoas da Maré. Tudo isso no sentido de irmos conversando e ver, junto com eles, o momento para ocupar em definitivo. FONTE R7
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