Após ocupação, clima é tranquilo no Complexo do Lins

segunda-feira, 7 de outubro de 2013




Região começa a receber serviços públicos na manhã desta segunda-feira. Cerca de 50 garis trabalham na limpeza de ruas e praças. Cerca de 58 toneladas de resíduos foram retirados


Após a ocupação das 13 comunidades do Complexo do Lins, na Zona Norte, os serviços públicos já podem ser vistos na região na manhã desta segunda-feira.
Cerca de 50 garis da Comlurb realizam limpeza nas comunidades. Seis homens fazem rapel para retirar lixo das encontas.

Os funcionários também estão instalando lixeiras, limpando praças e pintando brinquedos. Por volta das 10h, a Defesa Civil testou com sucesso o sistema de alarme para situações de chuva forte.

O trabalho de limpeza deve levar até duas semanas. Segundo a prefeitura, desde domingo garis retiraram um total de 58 toneladas de resíduos.

A Rioluz participa da operação com 30 homens para restabelecimento e reparos no sistema de iluminação pública. As equipes normalizaram 40 pontos de iluminação, apagando as lâmpadas acesas durante o dia e as que permaneciam apagadas à noite, além de implantação de pontos de luz.

As equipes contam com apoio de cinco kombis, três caminhões cesto aéreo e quatro veículos leves.

A movimentação na comunidade era tranquila por volta das 10h30 desta segunda-feira.

Ainda com medo, muitos moradores preferem não comentar ocupação policial e chegada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região.

Pacificação começa com o pé direito no Complexo do Lins As novas UPPs funcionarão nas localidades de Cachoeira Grande e Camarista Meier.

 Elas serão as 35ª e 36ª UPPs do Estado. Às 6h mais de 1,3 mil homens do Comando de Operações Especiais (COE), que reúne o Bope, o Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães (BAC) e o Grupamento Aero Móvel (GAM), somados a fuzileiros navais, entraram nas favelas sem disparar um tiro. “Mais um conjunto de favelas está livre do domínio de traficantes”, afirmou o porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudio Costa. Durante todo o dia as guarnições, que já faziam incursões desde o dia 20 de setembro, fizeram varreduras na região.

Balanço da Secretaria de Segurança aponta que, neste período, foram apreendidos 14 fuzis, 40 pistolas, 12 revólveres e 14 granadas. Neste domingo, no entanto, o saldo foi bem menor: duas pistolas, pequena quantidade de maconha, cocaína e loló, e duas prensas de drogas, uma delas para 500 kg. Cinco pessoas foram presas e um carro recuperado.

Por volta de 10 horas, ‘caveiras’ do Bope hastearam as bandeiras do Brasil e do Rio no Largo do Jacaré, no alto da Favela Cachoeira Grande.

O ato, em silêncio, foi assistido por dezenas de moradores, entre eles muitas crianças. “Esperamos que nossas vidas mudem para melhor.

Nunca tivemos nada. Precisamos de tudo, principalmente ordem e segurança”, disse Amanda Oliveira, 27, com o filho Fagner, de nove meses, no colo. A movimentação das tropas nas ruas e vielas foi acompanhada atentamente por moradores das janelas de suas residências.

 Muitos aplaudiram e filmaram. “Isso é histórico. Estamos muitos felizes. Não aguentávamos mais conviver com bandidos sanguinários”, desabafou X., de 45 anos, morador da Favela Árvore Seca, enquanto garis da Comlurb retiravam lixo e entulho espalhados por vários pontos do complexo, e apagavam pichações. FONTE: O DIA
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