Incêndio teria sido provocado por manifestantes contrários à licitação
A suspeita é de que o incêndio tenha sido provocado por manifestantes contrários ao leilão do campo de Libra, ligado à exploração da camada pré-sal.
Bombeiros chegaram à cabine para conter as chamas às 15h10. Não há informações de feridos. Perto dali, a licitação do Campo de Libra foi iniciada por volta das 15h, em um hotel na praia da Barra da Tijuca, protegido por tropas do Exército.
Ativistas protestam desde o início da manhã. O protesto era pacífico até as 10h50, quando agentes de segurança e manifestantes iniciaram um confronto.
Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas e tiros de bala de borracha disparados. Houve correria. Para dificultar a ação dos militares, manifestantes fizeram barricadas com lixeiras em chamas e quebraram sinais e placas de trânsito nas imediações do hotel.
Para evitar danos ao hotel e a aproximação de vândalos, uma barreira de policiais e agentes da Força Nacional foi montada na madrugada de domingo (20).
As polícias Militar e Civil do Rio reforçaram o efetivo. A segurança do evento contará ao todo com cerca de 1.100 homens, entre militares e policiais federais e estaduais, policiais civis, guardas municipais e funcionários públicos.
O clima é de tensão em torno da licitação, já que movimentos sociais e sindicatos prometeram ir às ruas para condenar a venda dos direitos sobre a exploração de petróleo.
Adeptos da tática black bloc confirmaram participação em dois atos, na Barra da Tijuca, zona oeste, e no centro. R7
