Vítima foi internada em uma clínica particular na zona sul da cidade
Um vídeo mostra dois homens fazendo disparos na direção dos manifestantes na noite de terça. Segundo a polícia, as imagens estão sendo analisadas para que os autores dos disparos sejam identificados. Nenhuma hipótese é descartada, segundo a polícia. É investigada, inclusive, a hipótese de os homens serem policiais.
Ainda não se sabe se foram esses tiros que atingiram o paciente da Clínica São Vicente.
O nome e idade do paciente não foram divulgados porque a clínica não tem autorização da família. É a primeira vez, desde a primeira manifestação no Rio, em 6 de junho, que um manifestante é ferido por disparo de arma de fogo.
Pelo menos 13 cápsulas de armas de fogo foram recolhidas em ruas do centro do Rio após os confrontos entre policiais e manifestantes na noite desta terça-feira (15), como afirmou o advogado Ramon Teixeira, integrante do grupo Habeas Corpus, que tem o apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
O principal local em que armas de fogo foram disparadas contra manifestantes foi a rua México, nos fundos do Museu Nacional de Belas Artes, cuja fachada tinha supostas marcas de tiros.
A reportagem não estava no local, mas advogados voluntários, socorristas voluntários e jornalistas afirmaram ter ouvido pelo menos seis disparos na México, por volta das 23h de terça.
Teixeira mostrou cinco cápsulas que levava na mão. — Parece que o padrão foi de tiros para o alto, mas temos informações de que houve disparos na direção de manifestantes.
De acordo com a polícia, 182 manifestantes foram detidos depois das manifestações. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, o número de integrantes do protesto levados para delegacias foi de 210. Redação Rio Alerta notícias com R7 Rio
