Tragédia deixou 22 mortos em janeiro de 2012
Em janeiro passado, após denúncia do Ministério Público, o Tribunal de Justiça abriu processo contra Sérgio Alves de Oliveira, diretor da T.O (Tecnologia Organizacional), e Cristiane do Carmo Azevedo, funcionária da empresa. Segundo as investigações, a T.O era responsável pela obra no Edifício Liberdade, o mais alto dos três. A reforma teria causado a queda dos edifícios.
Após a conclusão do inquérito policial, o MP denunciou seis pessoas pelos desabamentos. O TJ, porém, rejeitou a argumentação da promotoria contra os quatro pedreiros que participavam da reforma em uma das salas da T.O: Gilberto Castilho Neto, André Moraes, Alexandro Santos e Wanderley Muniz.
Na denúncia, o MP relatou que Sérgio Alves teria determinado a obra sem o acompanhamento de engenheiros ou arquitetos. Além disso, “teria utilizado na reforma o projeto realizado para andar diverso do mesmo prédio”. Já Cristiane Azevedo seria a responsável pela contratação dos pedreiros e ajudantes de pedreiros. Em relação aos quatro pedreiros, a juíza entendeu que a denúncia se mostrou "exagerada, não razoável mesmo", pois "receberam ordens e croquis de plano a ser executado e são, ao que se constata, homens de pouca formação, homens comuns do povo, que constroem este país”.
A magistrada relatou ainda que os operários não têm qualquer conhecimento técnico para isso, “somente a vivência, o dia a dia dos canteiros de obra”.
Segundo ela, embora eles tenham quebrado paredes, não se pode “crer que, em algum momento, lhes passou pela cabeça a possibilidade de o prédio vir a cair”. R7
