Carla Viviane estuda e trabalha na Uerj e depende diariamente do serviço; leia o relato dela
Panes que interrompem a circulação de trens viraram rotina e revoltam passageiros no Rio. A pedido do R7, usuários relataram durante uma semana de setembro suas viagens de ida e volta ao trabalho/escola/faculdade nos ramais Saracuruna, Japeri e Santa Cruz.Atrasos, carros velhos, superlotação, panes sem explicações e desrespeito do vagão das mulheres são as principais reclamações do estudante de Comunicação Fernando Borges, de 22 anos, morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Leia o relato a seguir: “Basicamente é o mesmo de sempre. Nos horários de pico, os vagões ficam superlotados. O calor é diário nos trens lotados. O calor piora nas composições que tem ar condicionado porque o mesmo não funciona.
Os trens mais velhos são os que têm as portas travadas e que têm que andar com velocidade reduzida. Nos dias quentes, os passageiros abrem as portas mesmo.
No dia 20 de setembro, uma menina no meu vagão passou mal. O vagão estava lotado, fechado e o ar não circulava. Além disso, os atrasos na saída e no tempo das viagens são constantes. No entanto, desde 17 de setembro, o sistema melhorou. Em especial, na saída da Central do Brasil.
Em vez dos funcionários ficarem gritando, colocaram TVs nos trens que saem, indicando qual será o próximo trem a sair.
Uma seta fica apontando próximo trem em questão e isso ajuda o povo a ver. Nessa semana, até que os horários tem se cumprido. Parece que sempre quando há uma revolta, há uma melhora do sistema. No entanto, tudo volta a ficar deficiente semanas depois.”
Outro lado Em resposta aos atrasos, superlotação, estações e problemas estruturais, a SuperVia disse que tem trabalhado para ampliar o número de lugares ofertados e viagens realizadas por dia.
A empresa informou que, no ano passado, 30 trens novos entraram em circulação. A concessionária disse ter antecipado a compra de mais 20 novas composições, que começarão a circular em fevereiro de 2014. Como parte de seu investimento, o governo também encomendou outras 60 novas composições, que deverão começar a entrar em circulação no próximo ano.
A SuperVia ainda afirmou que o novo sistema de sinalização reduzirá o intervalo entre os trens pela metade. Sobre a falta de informações em casos de panes e atrasos, a SuperVia disse que mantém a comunicação com os passageiros por meio do CCO (Centro de Controle Operacional).
Diariamente, 570 mil passageiros utilizam o serviço de trens, que possui 102 estações divididas por oito ramais. A concessionária acredita que o transporte é um meio de integração entre as pessoas e, por isso, investiu na campanha de conscientização “Passageiro Sangue Bom”.
O objetivo é fazer com que as pessoas cultivem bons hábitos durante as viagens e respeitem os direitos do próximo, tais como o próprio vagão feminino. A SuperVia cumpre a Lei Estadual nº 4.733/06, que determina a disponibilização e identificação de carros para mulheres nos trens nos horários de maior movimento (das 6h às 9h e das 17h às 20h). No entanto, a lei não indica a retirada dos homens por parte dos agentes de segurança da concessionária. As equipes de orientadores e seguranças das estações avisam constantemente o público masculino sobre a exclusividade do uso destes carros e avisos sonoros são veiculados em todas as estações para reiterar a importância de que o vagão feminino seja respeitado no horário estabelecido. Larissa Kurka, Nayana Alcântara e Paulo Henrique Rosa, do R7
