Segundo Emerson Gomes da Silva, policial o agrediu quando ele voltava do trabalho
Emerson Gomes da Silva, de 20 anos, filho do pedreiro desaparecido Amarildo Dias de Souza, prestou queixa contra o policial militar Lopes Atanazo, da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha. Segundo ele, o PM o agrediu quando voltava do trabalho.O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea) como abuso de autoridade. O jovem afirmou que, por volta das 19h30 de sábado, retornava do local onde trabalha - um restaurante no Parque Lage - quando foi abordado pelo policial na Estrada da Gávea.
"Ele disse que queria me levar para outro lugar e conversar comigo. Respondi que eu não iria. Fiquei com medo dele tentar fazer comigo o mesmo que já fizeram com meu pai". Ainda de acordo com Emerson, o PM insistiu, afirmando que ele estava cometendo desacato à autoridade. O jovem disse, ainda, que o militar tentou agarrá-lo à força e começou a agredi-lo, mas ele resistiu e fugiu.
Depois de chegar em casa, Emerson entrou em contato com um advogado que o orientou a registrar o caso na delegacia. Em outubro do ano passado, esse PM já havia levado o jovem preso até a 15ª DP por porte de maconha. "Só que foi tudo forjado.
Ele colocou a maconha nos meus bolsos e quis me incriminar, dizendo que eu era traficante. Tanto que não fiquei preso. Desde então, ele começou a me perseguir e pegar no meu pé" afirmou o filho de Amarildo, que na saída da delegacia mostrou marcas de contusões nos braços e no peito.
O caso foi registrado como abuso de autoridade - delito cujas penas preveem pagamento de multa, detenção de 10 dias a seis meses, além de perda de cargo público por até três anos.
