O governo e a prefeitura do Rio de Janeiro e professores das redes estadual e municipal tentaram um acordo para colocar fim à greve da categoria.
Os representantes negociaram em uma audiência de conciliação, no STF (Supremo Tribunal Federal), convocada pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu a decisão judicial que autorizou o corte de ponto dos professores em greve.
De acordo com o chefe da Casa Civil do Estado do Rio, Regis Fichtner, a proposta é a categoria levar o acordo à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) na próxima quinta-feira (24) e voltar ao trabalho na sexta-feira (25).
O fim da greve deve ser definido pelos professores nas assembleias. Há uma reunião dos docentes estaduais marcada para quinta-feira.
Ficou acertado, conforme informou Fichtner, que o Estado irá criar um grupo de trabalho para, ao longo de seis meses, debater a questão da carga horária dos profissionais, uma das reivindicações da categoria.
De acordo com Fichtner, não haverá corte de ponto se os professores retornarem ao trabalho e aceitarem um calendário de reposição da aulas, que será elaborado pela Secretaria de Educação.
A suspensão do corte de ponto, determinada pelo ministro Fux, valia até a audiência de conciliação desta terça. Em relação ao reajuste salarial, o chefe da Casa Civil informou que permanece o aumento de 8%, concedido pelo governo estadual.
Segundo ele, "aumento de salário não está na pauta". Os representantes do sindicato dos professores não deixaram a audiência, pois também iniciaram negociação com a prefeitura do Rio.
A categoria não havia se posicionado sobre o possível acordo até as 21h40. Na terça-feira, professores municipais decidiram manter a greve. R7
