Decisão foi tomada na noite de quinta-feira
De acordo com a juíza Daniella Alvarez Prado, os alvarás de soltura foram expedidos por entender que a prisão era desnecessária e que o inquérito deveria voltar para a delegacia policial de origem para ser melhor instruído. — No caso dos autos, todos os indiciados são tecnicamente primários, sem que apresentem qualquer perigo à sociedade.
Ademais, conforme se depreende do auto de prisão em flagrante, as condutas a eles imputadas não foram individualizadas, cabendo a devolução do inquérito à delegacia de polícia.
Gerd Augusto Castelloes Dudenhoeffer, Renato Tomaz de Aquino e Ciro Brito Oiticica, os primeiros a serem soltos, afirmaram não ter sofrido violência física na cadeia. Eles seguiram o trâmite comum do sistema prisional. Ingressaram, despiram-se, vestiram uniforme e tiveram os cabelos cortados rente à cabeça. A cadeia é nova, foi inaugurada em junho.
Os manifestantes foram mantidos em alas separadas dos demais presos.
Em relação ao grupo que teve a prisão preventiva decretada por depredações durante o protesto, a punição se deu após análise dos registros de flagrante. A Justiça entendeu que há indícios consistentes de envolvimento dos acusados nos fatos relatados pela Polícia Civil.
