Justiça nega liberdade a major e a tenente do caso Amarildo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


Os dois acusados vão continuar presos no complexo penitenciário de Gericinó
    A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio negou o pedido de liberdade provisória ao major Edson dos Santos e ao tenente Luiz Felipe de Medeiros, acusados de envolvimento na tortura e na morte do pedreiro Amarildo de Souza.

    Os dois permanecerão presos na penitenciária de Bangu 8, no complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.

    Em 4 de outubro, dez policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

    Na semana passada, o major e o tenente foram transferidos para Bangu 8 a fim de separá-los dos demais envolvidos. O Ministério Público argumentou que o isolamento era necessário para evitar que os dois influenciassem os outros suspeitos.

    Nesta terça, mais três PMs se apresentaram para cumprir prisão preventiva. Também nesta terça, a Justiça aceitou a denúncia do MP contra 15 policiais da UPP da Rocinha.

    Agora, são 25 PMs acusados de envolvimento, sendo 13 presos preventivamente.

    A promotoria constatou que Amarildo morreu após ser torturado em um espaço atrás da unidade de polícia pacificadora da comunidade. O corpo teria sido levado até uma mata próxima. R7
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