Quiosques fecharam e funcionários foram liberados por conta dos confrontos
As bombas de gás, os tiros com balas de borracha e as depredações não intimidaram as pessoas que foram tomar banho de mar. A estudante Roberta Mesquita disse que não ia perder o dia de sol por causa da manifestação. — Fiquei um pouco assustada, mas atrapalhar, atrapalhar mesmo, não. Vim peguei meu sol e estou indo embora. Vamos ver como será sair daqui. O comerciário Anderson de Souza Bessa soube do protesto pela TV.
Segundo ele, antes de ir à praia com um grupo de amigos prestou solidariedade aos manifestantes, cumprimentando-os, pois é contra o leilão.
— A causa é justa. Por que a gente tem que vender para fora? Dei meu apoio e vou curtir um pouco. Quem não gostou nenhum um pouco da manifestação foram os comerciantes de quiosques e barracas de praia. O dono de uma barraca, Antônio Francisco de Souza disse que teve um prejuízo quando o efeito das bombas de gás chegou à praia.
— O pessoal saiu correndo, sem pagar, deixou as barracas e cadeiras para trás. Como a gente fica? Com o prejuízo?. Um pouco mais adiante, outro barraqueiro, Elenildo da Rocha Brito, também lamentava as perdas com a manifestação. — O dia foi muito ruim. Estou indo embora.
Insisti um pouco, mas estou com medo e estou recolhendo. Melhor salvar a vida. Após o fim do leilão, a região próxima ao hotel voltou à normalidade.
Mesmo assim, para o administrador do quiosque Via 11, Marcos Balestiane, não havia como recuperar o dia. — Dispensei funcionários assustados, não tinha como ficar aberto.
Foi uma batalha campal. As famílias ficam com medo de baderna. R7
