Exército está na Barra para conter possíveis protestos contra licitação
Uma lancha da Marinha dá apoio à operação, fazendo patrulhamento no mar. A rotina do hotel não foi modificada e os hóspedes e turistas podem chegar e entrar normalmente.
As pessoas também estão podendo transitar normalmente e passar na calçada do hotel, sem qualquer tipo de abordagem.
Os carros que chegam com hóspedes estacionam sem problemas em frente à portaria.
Dois carros da Polícia Federal - do Grupo Antibombas e do canil da corporação - chegaram por volta das 14h30 para fazer a varredura no local, onde ocorrerá o leilão do Campo de Libra nesta segunda-feira, a partir das 14h. O guardador autônomo Antonio Marcos Gomes, 43 anos, que trabalha no estacionamento em frente à praia, ao lado do hotel, há mais de 20 anos, disse que "a escolta está forte. Chega a impressionar.
Não há quem se atreva a fazer encrenca aquí", disse referindo-se ao aparato militar destacado para a área. Os donos dos dois quiosques instalados na orla, quase em frente ao Windsor Hotel, estão prevendo prejuízo para amanhã, porque já foram avisados de que não poderão abrir para o público porque toda a área será cercada por grades de ferro, que se estenderão até a areia da praia. Há uma margem de segurança de mais de 1.000 metros que será ocupada pelas forças de segurança para evitar a aproximação de manifestantes.
Até mesmo os banhistas vão ficar impedidos de usar aquela faixa da areia da praia. O funcionário do Quiosque Vinicius, o nordestino Arnaldo Rufino dos Santos, disse que o prejuízo amanhã será grande. Por ser Dia do Comerciário, a praia ficaria cheia e vamos deixar de ter um lucro de cerca de R$ 1.500. "Isso tinha que ser em um lugar mais reservado.
O Exército já esteve aqui e avisou que não é para abrir. Isso [o leilão] era para ser feito no Riocentro, uma área mais reservada", lamentou. O dono do Quiosque Paco's, que fica ao lado, Leandro Pereira, 35 anos, disse que o lucro de cerca de R$ 2 mil vai embora.
"Eu vou deixar de ganhar. Por outro lado, fico mais tranquilo. Esses mascarados poderiam vir para cá e começar a quebrar tudo. Agora, fazer isso [leilão] aqui na Barra? Tinha que ser em Brasília". O general Nolasco, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, responsável pela segurança do Exército no local, disse que a faixa de areia pode ser ocupada ou não.
"São contingências. Tanto pode fechar como não", mas isso já está no planejamento feito pelo Ministério da Defesa. R7
