Mulher acusa funcionária de creche no Recreio de abusar da sua filha de 3 anos

sábado, 5 de outubro de 2013

Suspeita teria tocado partes íntimas da criança de forma libidinosa  durante banho


A mãe de uma menina de 3 anos acusa uma funcionária de uma creche no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, de ter abusado da sua filha. De acordo com a mulher, uma auxiliar de creche teria tocado tocado as partes íntimas da criança.

O caso, que ocorreu em junho, foi registrado, em um primeiro momento, na 42ª DP (Recreio) e depois foi encaminhado para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

O advogado da creche, Carlos Henrique de Oliveira, afirmou que o caso está sendo investigado e que o estabelecimento está colaborando com a polícia.

"A criança chegou da creche reclamando com dores na genitália. A mãe constatou vermelhidão na região e gotas de sangue na calcinha.

Ao explicar o que havia acontecido, a menina falou o nome da crecheira e disse que ela a havia tocado", relatou a advogada Rosângela Ubaldo de Azeredo.

A mãe fez contato com a psicóloga da escola e logo depois procurou a polícia.

 Uma outra acusação contra a funcionária da escola foi registrada por outra responsável também na 42ª DP.

"Uma das coisas que me causa ainda mais revolta é o fato de aquela mulher ainda estar trabalhando na creche. Isso é um absurdo", indignou-se a mãe.

De acordo com o advogado da creche, não há provas contra a funcionária, no entanto ela foi afastada do contato direto com as crianças durante a investigação.

"A escola não tem nada a temer. Nós não cortamos completamente os laços com a suspeita até mesmo para que ela não suma.

Ela prestou todos os depoimentos e não está trabalhando diretamente com as crianças", explicou. De acordo a Polícia Civil, o exame de corpo de delito foi realizado nas duas crianças e todos os procedimentos padrões foram adotados.

O primeiro caso corre sob sigilo de Justiça e a segunda acusação foi encaminhada ao Ministério Público. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) não aponta vestígios de violência sexual. Segundo a perícia, a menina sofre de vulvovaginite, contou Rosângela. Mas a mãe afirma que nenhum dos médicos que examinou a criança encontrou indícios de alguma doença. Ela contesta o resultado do exame realizado no IML.
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