Os dois policiais foram afastados do grupo de patrulhamento em manifestações
A Polícia Civil vai investigar o suposto caso de "abuso de autoridade" e chamará os PMs para prestar depoimentos. Eles foram identificados como tenente Andrade, que trabalha em um batalhão da Baixada Fluminense, e major Pinto, de um batalhão do centro do Rio.
Apesar de não trabalharem mais em manifestações, os dois PMs continuarão nas ruas normalmente enquanto ocorrem as investigações, conforme informou Polícia Militar. Um vídeo, mostra um policial jogando um explosivo no chão e depois pegando o artefato como se tivesse achado dento da mochila do adolescente.
O rapaz foi algemado e levado para uma delegacia da região, enquanto pessoas ao redor tentavam alegar aos gritos que o jovem era inocente. A PM negou, em uma nota divulgada na quarta (2), que houve uma apreensão forjada. Segundo a PM, o “menor exposto no vídeo sendo detido pela PM não teve imputada a ele nenhuma posse de morteiro ou similar.
Não houve flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia onde foi feito apenas um registro de Conduta Atípica, sem atribuir a ele posse de nenhum material”.
Mas no vídeo, o menor não aparece realizando nenhuma “conduta atípica”, como alega a polícia. Ele caminhava com um grupo pela Cinelândia quando foi escolhido para passar por uma revista. Um PM se aproximou, segurou o jovem pela camisa e o algemou.
De acordo com a nota da PM, “minutos antes de sua detenção, o menor foi visto em correria junto com outros manifestantes mascarados. A autoridade policial o deteve apenas para averiguação. Ele foi liberado na delegacia na presença de uma responsável”. R7
