Queda de marquise: polícia ouve depoimento de dono de loja nesta sexta

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Polícia investiga se obra no interior da loja tem relação com desabamento
R7 RIO
    A polícia deve ouvir nesta sexta-feira (11) o dono da loja Citycol de Madureira, na zona norte do Rio, cuja marquise desabou na última quarta (9).

    O acidente deixou sete pessoas feridas e matou o funcionário da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Cristiano César Coutinho Henrique.

     O delegado responsável pelas investigações também aguarda a recuperação dos feridos para que eles possam ser ouvidos na delegacia de Madureira (29ª DP).

     A queda da marquise da loja Citycol pode ter sido causada por excesso de peso e falta de manutenção, segundo confirmou ao R7 o subcomandante da Defesa Civil, Márcio Mota.

    Segundo ele, sobre a marquise estavam depositados equipamentos. Já a Polícia Civil investiga se uma obra no interior da loja poderia ter relação com a queda da cobertura.

    Segundo Mota, se o excesso de peso for confirmado, os donos do prédio serão responsabilizados. Uma perícia complementar de engenharia foi realizada no local nesta quinta (10).

    O resultado do laudo sairá em até 30 dias. A Defesa Civil interditou o prédio. Em nota, a empresa lamentou o acidente e disse que vai colaborar com as investigações. O local não possuía placa com informações sobre as obras e o engenheiro responsável também não foi localizado.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, a loja, próxima à quadra da escola de samba Império Serrano, estaria passando por reformas internas e a marquise não estaria incluída na obra. Cristiano César morreu no local com traumatismo craniano e sete pessoas ficaram feridas, incluindo dois bombeiros que auxiliavam no resgate de vítimas.
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