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Sandra Moreyra enfrentava o câncer pela terceira vez
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Rio Alerta
A jornalista Sandra Moreyra, de 61 anos, que trabalhava na TV 1984 e morreu nesta terça-feira,10, no Rio de Janeiro, foi vítima de câncer no mediastino, área da cavidade torácica. Este foi o terceiro câncer enfrentado pela jornalista nos últimos sete anos.
O primeiro surgiu em 2008 e desapareceu após tratamento. Outro foi diagnosticado em agosto de 2013 e exigiu tratamento por quase um ano. Em janeiro de 2014 ela fez uma cirurgia para retirar o tumor e voltou ao trabalho nove meses depois. Em outubro de 2015, quando ainda fazia fisioterapia para se recuperar do segundo caso de câncer,
Sandra foi surpreendida novamente pela doença. Em 20 de outubro passado, ela anunciou pelo Twitter: "Novamente estou sendo posta à prova. Mais um tratamento pra fazer. Eu amo a vida. E vou em frente". Dois dias depois, Sandra se manifestou novamente pelo microblog: "Agradeço muito as mensagens, a solidariedade e o carinho". Ela deixou o viúvo Rodrigo Figueiredo, um casal de filhos e um neto.
Neta do poeta Álvaro Moreyra (1888-1964) e da jornalista Eugênia Moreyra (1898-1948) e filha do cronista esportivo Sandro Moreyra (1918-1987) e da professora Lea de Barros Pinto, a carioca Sandra formou-se em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1976. Desde o ano anterior trabalhava no departamento de pesquisa do "Jornal do Brasil", onde, em 1978, assumiu a função de repórter.
Sandra casou-se, deixou o emprego, mudou com o marido, arquiteto, para a Argélia e engravidou. Quando a família voltou para o Brasil, Sandra passou pelas TVs Bandeirantes e Manchete e em 1984 ingressou Na emissora carioca, trabalhou como repórter, apresentadora, diretora de programação e editora. Participou de coberturas importantes, como a morte do presidente Tancredo Neves, em abril de 1985, o acidente radioativo em Goiânia, em 1987, o naufrágio do Bateau Mouche, em 31 de dezembro de 1988, e a chacina de Vigário Geral, em 1993.