Rio Alerta
A mulher que foi morta durante um tiroteio no Complexo do Alemão, na zona norte, na tarde desta sexta-feira (18), tinha problemas psicológicos.
De acordo com moradores, a causa dos distúrbios foi a morte do filho atingido por uma bala perdida na comunidade. Depois da perda, segundo os moradores, toda vez que os policiais entram na comunidade Cristina, mais conhecida como Caniço, fica na frente, não vai para casa.
Além disso, eles relataram que uma vez a vítima chegou a tirar a roupa na frente dos agentes. Moradores informaram, por volta das 20h, o corpo ainda não tinha sido retirado, pois os tiros continuavam intensos na região.
Ainda disseram que Cristina estava sentada na rua quando foi atingida e era uma catadora de garrafas conhecida na localidade.
Segundo a UPP, por volta das 19h, o local onde estava o corpo foi isolado e a 22ª DP (Penha) acionada. Também de acordo com a unidade, houve uma troca de tiros entre policiais e criminosos por volta das 17h30, na localidade conhecida como Areal. O policiamento foi reforçado e buscas estão sendo feitas na região na tentativa de localizar os criminosos.
O filho de Cristina, Gabriel Ferreira Carvalho foi morto em junho do ano passado em uma troca de tiros também na localidade do Areal. Na época, a polícia contestou a versão de que ele e o outro menino morto, Lucas Gustavo da Silva Lourenço, de 15 anos, eram inocentes.
De acordo com os agentes, foram apreendidos um revólver e um carregador de pistola com eles. A PM informou que os policiais faziam patrulhamento na comunidade da Fazendinha, quando foram atacados pelos criminosos.
No confronto, o soldado Fabio Gomes da Silva, de 30 anos, da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) também foi ferido no rosto e morreu na manhã desta segunda-feira no Hospital Getúlio Vargas. O militar era lotado na UPP do Complexo do Alemão.
