Rio Alerta
O número de casos suspeitos de microcefalia praticamente dobrou em uma semana no Rio de Janeiro. Foram identificados 45 bebês com a suspeita da má-formação, informou o secretário de Estado de Saúde, Felipe Peixoto, nesta quarta-feira (9). Desses, 36 são já nascidos e 9 estão no período ulta-uterino.
Até a semana passada, eram 23. Ao todo, 15 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo durante a gravidez.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde.
Eles são foram obtidos por meio do cruzamento de informações no período de janeiro a novembro do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), Sim (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e do Resp (Relatório de Emergência em Saúde Pública), todos do Ministério da Saúde. No ano passado, foram registrados 10 casos da malformação no Rio.
A média histórica do Estado era de 13 bebês e, desde que o Estado tornou obrigatória a notificação de grávidas com manchas vermelhas no corpo, a secretaria recebeu 341 comunicações. Eram 150 até a quarta-feira passada (2).
O subsecretário de saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que alguns desses casos serão descartados ao longo da investigação.
— O sistema de vigilância está muito sensível. A ideia é captar o maior número de casos para que a gente possa entender o cenário do Rio de Janeiro e saber a correlação entre zika e microcefalia.
De acordo com a secretaria, devido ao novo protocolo de vigilância do Ministério de Saúde foi necessário revisar os casos registrados. A nova definição estabelece a microcefalia em bebês com perímetro cefálico menos ou igual a 32 cm.
