
Redação Rio Alerta
Começa nesta quarta-feira as demolições de dois prédios do Condomínio Figueiras do Itanhangá, na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio — onde há 11 dias dois edifícios desabaram matando 24 pessoas.
Outros sete empreendimentos estão interditados e serão escorados, já que correm o risco de ir ao chão.
A ideia é que as demolições sejam feitas manualmente, e os escombros, retirados por máquinas.
A Prefeitura do Rio afirma que todas as edificações são irregulares.
A gestão municipal, porém, não diz como será feita a segurança dos funcionários que trabalharão na derrubada dos prédios.
Há expectativa de que o Município contrate emergencialmente uma empresa para auxiliar na derrubada de outras construções.
Ao todo, cerca de 16 prédios deverão vir abaixo. A Defesa Civil municipal vistoriou, novamente, nesta segunda-feira, os dois prédios vizinhos aos que desabaram, e o laudo detectou que os imóveis apresentam grave risco estrutural.
Sete prédios estão temporariamente desocupados como medida preventiva e a liberação só deverá acontecer quando os dois prédios forem derrubados. Isso deverá levar ao menos 30 dias.
A Secretaria Municipal de Urbanismo garante que intensificou as ações de fiscalização e está elaborando os documentos administrativos que servirão de base para as ações da prefeitura.
Segundo a Prefeitura, no Condomínio Figueiras do Itanhangá já foram abertos 33 processos novos de notificação, identificando de forma individualizada as construções irregulares.
Prédios residenciais são prioridade na fiscalização. Além disso, elaborou os Laudos de Vistoria Administrativa que já estão fixados nos prédios que serão demolidos.


