Parentes de catador morto pelo Exército reclamam que não tiveram ajuda dos militares

quinta-feira, 18 de abril de 2019
Troca de tiros em Guadalupe deixa um morto e dois feridos

Redão Rio Alerta


Parentes e amigos de Luciano Macedo afirmaram que, em nenhum momento, o Exército Brasileiro prestou ajuda aos familiares. 


O catador de rua morreu na madrugada desta quinta-feira, após ser atingido por tiros disparados pelo Exército, no último dia 7, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. 

Luciano foi atingido por três disparos, que acertaram os pulmões, ao ajudar o músico Evaldo Rosa, que passava de carro com a família pela Estrada do Camboatá e teve o carro metralhado por mais de 80 tiros. 

Ele morreu na hora, e o sogro do músico também foi baleado, mas já teve alta. No veículo estavam ainda o filho de 7 anos de Evaldo, a mulher dele e uma amiga. 

Eles não se feriram. O catador estava internado há 11 dias no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, onde passou por uma traqueostomia e cirurgia nos pulmões na tarde desta quarta-feira. 

A justiça chegou a determinar por duas vezes a transferência dele para outro hospital com mais recursos, mas nenhuma delas foi cumprida.

“A mãe dele está revoltada com isso. O filho dela foi baleado por agentes do estado e o Exército não deu nenhum suporte. 

Eles foram abandonados”, conta Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz, que assiste a família.
Hospedagem de site ilimitada
Loja virtual completa e barata
 
TV RIO ALERTA © 2012-2023 |:Rio Alerta Comunicação CNPJ: 94.104.081/0001-13