
Redação Rio Alerta
Cerca de 110 profissionais da educação de Mesquita, na Baixada Fluminense, ocuparam a sede da Prefeitura do município na manhã desta quarta-feira.
Em meio à paralisação de 24 horas puxada pelo sindicato estadual da categoria (Sepe), contra a Reforma da Previdência, eles reivindicam uma pauta específica do município, como o reajuste de 15% nos salários, a convocação de concursados aprovados em 2016, a regularização do repasse da parte que cabe à Prefeitura na Previdência do município, a regularização do plano de carreira e a melhoria das condições de trabalho.
"Está todo mundo trabalhando em excesso.
Inspetor assumindo a função de professor em sala de aula. Nas escolas, o teto cai, ventilador cai, as cadeiras estão quebradas. A empresa terceirizada responsável pela merenda não cumpre o cardápio.
Onde eu trabalho, eles sempre servem arroz, feijão e ovo, quando prometem servir carne", disse Viviane Alexandra, diretora secretaria de funcionários do Sepe, que trabalha na Escola Municipal Rotariano Arthur Silva.
Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de Mesquita respondeu que não tem dívidas com servidores nem com terceirizados.
Além disso, ela afirmou que está fazendo o levantamento para aplicar o plano de carreira aprovado pela Câmara de Vereadores em outubro do ano passado.
O plano prevê 5% de aumento a cada cinco anos trabalhados e de 5% a cada nível de graduação cursado. "Esse plano aprovado ficou longe do que nós propusemos.
Nossa ideia era aumentar em 12% o salário de quem concluir um mestrado, por exemplo.
Nosso piso salarial de professor é de R$ 2.300,00", reclamou a diretora do Sepe Viviane Alexandra.


