Eike Batista é preso novamente pela Lava Jato

quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Eike Batista chega à sede da PF no Rio

Redação Rio Alerta

O empresário Eike Batista foi preso na manhã desta quinta-feira em mais uma fase da Lava Jato, denominada operação Segredo de Midas. 

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, a partir de um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A Polícia Federal (PF) ficou parte da manhã na casa de Eike, que só seguiu para a superintendência da PF, na Zona Portuária, por volta das 10h20. 

Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do empresário e nos endereços de seus filhos Olin e Thor, além doo executivo do Grupo X José Gustavo de Souza.

Eike foi preso em casa, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, onde cumpria prisão domiciliar desde 2017, quando foi preso em janeiro na Operação Eficiência. 

Em abril do mesmo ano, após decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, ele deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, para cumprir prisão domiciliar. 

Após a decisão de Mendes, a Justiça Federal no Rio determinou a prisão domiciliar e aplicou uma fiança de R$ 52 milhões para ter o benefício. 

Ainda em 2017, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu substituir a prisão domiciliar de Eike por medidas menos graves, como o recolhimento domiciliar no período noturno e nos feriados, o comparecimento periódico em juízo, a proibição de manter contato com os demais investigados, a proibição e deixar o país e a entrega do passaporte.

Em julho de 2018, Eike foi condenado por Bretas a 30 anos de prisão e ao pagamento de multa de R$ 53 milhões pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 60 milhões) ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, em troca de participação em grandes empreendimentos do Estado. 

O empresário recorre da decisão em liberdade. 

Um mandado de prisão também foi expedido contra o contador de Eike Batista, Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha. Entretanto, ele está no exterior. 

No total, são quatro mandados de busca e apreensão em desfavor dos alvos da operação Segredo de Midas. 

A defesa de Eike Batista, representada por Fernando Martins, disse que vai entrar com recurso contra a prisão após ter acesso aos autos do processo. 

"Certamente essa nova ordem de prisão, assim como a anterior, carece de amparo legal", disse em nota.
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