
Redação Rio Alerta
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prendeu, em flagrante, neste sábado, o pai e a madrasta de Mel Rhayane Ribeiro de Jesus, de 6 anos, levada morta ao Hospital Naval Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, na tarde desta sexta-feira.
Rodrigo Jesus França, de 25 anos e Juliana Mayara Brito da Silva, de 20, vão responder pelo crime de homicídio qualificado pela tortura, pela morte da criança, que era vítima de maus tratos.
De acordo com a Polícia Civil, a menina teve diversas lesões, constatadas por peritos, como a falta de um pedaço da orelha, além de ferimentos no tornozelo e nas mãos, dando a entender que ela era amarrada e chicoteada há algum tempo.
Os policiais também descobriram que o pai tirou a criança da escola para que outras pessoas não percebessem as agressões.
Para a delegada Cristiane Carvalho, o pai confessou o crime e justificou a violência como correção de um suposto comportamento sexual alterado da menina, que teria começado após estupro cometido pelo ex-padastro.
Rodrigo disse à polícia que conseguiu a guarda da menina em dezembro passado, depois de denunciar o crime.
O acusado também afirmou que deixava a criança amarrada para que ela não tivesse contato com os outros filhos do casal.
Fernanda Cristina Ribeiro Tavares, a mãe da menina, negou a acusação e disse que o pai inventou essa história para conseguir a guarda da criança e não pagar a pensão alimentícia que devia.
No entanto, agentes da 26ª DP (Todos os Santos) que acompanharam o caso nesta sexta-feira, afirmam que a mãe da menina tinha conhecimento dos abusos sexuais cometidos pelo ex-marido.
Ainda de acordo com os investigadores, a vítima desenvolveu um distúrbio psiquiátrico que a levava a se masturbar.
Por causa disso, o pai a espancava e a torturava para que parasse, segundo informou a Polícia Civil. Fernanda já tem passagem polícia, também por maus tratos a filha.
Aos policiais, a mulher disse que a última vez que viu a filha foi em dezembro de 2018, quando a guarda da criança foi concedida ao pai.
Na delegacia, a madrasta, Juliana Mayara Brito da Silva, negou as acusações e foi presa por omissão às agressões. A DH fará uma perícia na casa dela e de Rodrigo neste sábado.


