Projeto libera táxis nas pistas exclusivas do BRT e da Avenida Brasil

quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Ideia é substituir o BRT pelo monotrilho sem usar dinheiro do Estado

Redão Rio Alerta

Um projeto de lei aprovado, na Câmara dos Vereadores, libera a circulação de táxis nas faixas exclusivas do BRT e da Avenida Brasil. 


Com 50 votos favoráveis, os vereadores definiram que os amarelinhos precisarão estar com passageiros e taxímetro ligado. 

Também não vão poder parar para embarque e desembarque nas vias. Para o consórcio BRT, a resolução acarreta riscos de acidentes graves. 

"Nosso objetivo é o de melhorar a fluidez do trânsito, dando maior mobilidade aos usuários desse modal e desafogando as vias principais. 

Quem usa o táxi tem pressa", destaca a vereadora Vera Lins (PP), autora do projeto. 

"Era uma demanda dos taxistas e os favorece em relação aos aplicativos de transporte", acrescenta. 

O projeto segue agora para a avaliação do prefeito Marcelo Crivella, que tem o prazo de 15 dias para sancionar ou vetar. 

Segundo o BRT, o consórcio não foi consultado e o aviso prévio para esse tipo de medida seria fundamental para um planejamento de orientação tanto dos motoristas dos ônibus articulados quantos dos demais. 

A vereadora afirma que, desde junho de 2017, os táxis já têm autorização para transitar em alguns trechos do BRT Transcarioca. O consórcio, entretanto, alerta que foi revogado por conta de acidentes. ""Tivemos diversos acidentes com veículos comuns na pista exclusiva. 

O tráfego nesse tipo de pista requer treinamento, principalmente nos trechos que envolvem saída dos veículos das plataformas e cruzamentos. 

Além disso, a essência do BRT é justamente levar o passageiro de forma mais rápida e segura, em pista segregada e exclusiva. 

Permitir o trânsito de outros veículos na calha é a contramão da mobilidade urbana", diz a nota do BRT. 

"Durante esse período, não tomei conhecimento de nenhum acidente. Já conversei de maneira informal com o prefeito e acredito que ele aprove", rebate Vera. 

O especialista em transportes Paulo Cezar Ribeiro, da Coppe/UFRJ, acredita que é preciso fazer uma simulação para verificar o fluxo nas vias, antes de a medida ser implementada. "É necessário avaliar a segurança e também a fluidez do trânsito.

Uma vez esses táxis entrando nessas vias, que não têm congestionamentos, eles não podem sair desde que seja em cruzamentos e pontos específicos", ressalta.
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