Redação Tv Rio Alerta
A Prefeitura do Rio de Janeiro acolheu a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e desistiu das obras consideradas irregulares na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A intervenção colocava uma manta de concreto na faixa de areia entre os postos 8 e 3 da orla e provocou a mobilização de cientistas especializados em oceanografia e geografia de diversas universidades do estado que alertaram para sua ineficiência e prejuízo para o meio ambiente.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura (SMI) do Rio de Janeiro informou que vai seguir todas as recomendações do MPF.
A obra estava suspensa desde 1 de fevereiro, quando a Prefeitura do Rio foi notificada. O ofício encaminhado ao procurador da República Sergio Gardenghi Suiama informa que a execução do contrato será reiniciada para corrigir as irregularidades apontadas.
Os materiais instalados serão removidos e o volume de areia escavado será realocado. O canteiro de obras do empreendimento também será desmontado.
A SMI acrescentou que a nova etapa de execução do trabalho será acompanhada por equipe técnica para evitar impacto ambiental e que, atualmente, não há projetos destinados a intervenções em formações costeiras de restinga ou dunas no âmbito da municipalidade. A prefeitura informou que está em tratativas administrativas para a desmobilização da obra.
O projeto de recuperação da orla da Barra da Tijuca incluia a recuperação do calçadão e do talude (terreno inclinado que serve como base de sustentação ao solo). O valor total do projeto era de R$ 10,6 milhões.
A SMI ainda não informou se as demais intervenções previstas no calçadão serão executadas.
A secretaria justificou, no ofício, que a realização da obra se deu em razão da degradação, em especial, no passeio público e que, segundo a pasta, poderia evoluir para um colapso de tal magnitude que impediria o ir e vir das pessoas na ciclovia e na pista de rolamento.
O procurador Sergio Gardenghi Suiama ressaltou, no entanto, que o projeto deve levar em conta o farto conhecimento disponível sobre este tipo de situação e ser baseado em dados e modelagens físicas específicos para a Praia da Barra, evitando-se, assim, "soluções paliativas e prejudiciais ao meio ambiente".



