
Redação Rio Alerta
O açougueiro que foi alvo de um golpe "mata-leão" de um agente do metrô na noite de quarta-feira esteve, na manhã desta sexta, no IML de São Cristóvão para passar por um exame de corpo de delito.
Na ocasião, Edvan dos Santos, 35 anos, foi imobilizado pelo segurança na frente do filho de nove anos.
Ele diz que foi vítima de racismo.
"Me senti o bandido mais procurado do Rio de Janeiro", lamenta, bastante emocionado. "Uma senhora chegou a enfrentar os seguranças dizendo que era racismo".
Edvan conta que a confusão começou em uma das catracas da estação. Ele teria tentando passar pela roleta junto com o filho, mas foi repreendido pelo agente.
O açougueiro afirma que ao ser advertido pediu para o filho comprar o bilhete para pagar a passagem.
"Mesmo assim o segurança ficou me olhando de cara feia quando eu já tinha passado pela roleta, me seguiu e deu o golpe pelas minhas costas", conta, dizendo que o filho ficou implorando a todo o momento para que o pai fosse solto.
BÍBLICA CONFUNDIDA COM ARMA
Edvan conta que no momento da confusão estava voltando da igreja com o filho e mais dois amigos. Ele diz que o criança, que completa 10 anos nesta sexta, está bastante traumatizada.
O açougueiro estava com uma bíblia, que teria sido confundida, por uma outra agente, com um arma.
"Não estava armado, estava com a bíblia na mão. Nunca tive uma arma", defende ele, que está desempregado.
"Estou desempregado, mas trabalho na Avenida Brasil vendendo água e ainda ajudo a minha esposa vendendo quentinhas".


